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Em geral,
as decisões mais críticas tomadas dentro da empresa têm conseqüências
que se propagam por todo o sistema, condicionam mudanças em
outras empresas dentro da cadeia de decisões e se estendem
por vários anos.
A
maioria das pessoas acredita que o melhor processo de aprendizagem
é a experiência no ambiente de trabalho. Entretanto, o processo
de aprendizagem por meio da experiência é limitado. Essa limitação
ocorre devido a vários fatores, dentre eles pode-se destacar,
por exemplo, o tempo de resposta em relação a uma tomada de
decisão.
Quando
o resultado de nossas decisões extrapola os limites de uma
extensão de tempo e espaço, ou seja, quando as conseqüências
dos nossos atos ocorrem além das fronteiras do nosso horizonte
de aprendizagem, torna-se impossível aprender por meio da
experiência direta.
A
simulação é uma parte essencial do treinamento em pensamento
sistêmico. Quando criamos um mapa de um sistema, através de
arquétipos, diagramas de enlaces causais, ou estoques e fluxos,
não fazemos nada mais do que propor hipóteses. Essas hipóteses
necessitam ser provadas.
A simulação
é o único modo prático de testar as teorias que são propostas
nos mapas de sistemas, sendo assim o único modo prático de
aprender acerca da relação entre a estrutura desses sistemas
e a dinâmica que eles produzem(SENGE, 1997).
No
plano real, o problema de escolhas nas organizações é particularmente
complexo devido à ampla margem de curso de ação viável e a
grande quantidade de informação necessária para monitorar
e coordenar ações. As decisões, razoavelmente boas, são tomadas
em geral devido à especialização e ao estreitamento das responsabilidades
do tomador de decisões. Como Simon (1997b) identificou, organizações
são estruturadas para transformar decisões intratáveis em
algo tratável. Os indivíduos dentro das organizações exibem
somente racionalidade limitada – eles tomam decisões
racionais sob condições de escolha que são simplificadas.
Isto permite que escolhas feitas por tomadores de decisões
descentralizados sejam vistas como aparentemente racionais,
mas não garante que estas escolhas sejam consistentes e conduzam
o sistema a funcionar eficientemente. Ao contrário, pode levá-lo
a sobreviver com deficiência crônica (STERMAN, 1989).
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